04 April, 2010

Um silêncio paralisado e uma sombra na janela não cessam de se imiscuir na celeridade das minhas coisas. Anda pelos lados sem circularidade qualquer. Dá-me naúseas tribufantes. Daqui de cima eu vejo uma pessoa híbrida, resumida, Geni, parada na calçada com pernas e cabelos longos. O sossego é quebrado pelo carro que estaciona ao lado dela. Em dois minutos de conversa ela desaparece pelas ruas laminadas do meu novo bairro. Volto a fitar sozinho pela janela. Seca-me as mãos o frio lancinante que entra pela fresta. Fico estático, quase reticente a olhar a jocosidade do meu próprio engulho. Outro carro estaciona-se na calçada. Ela desce. Regurgita algumas palavras e fixa a pose de outrora. Eu e ela estamos a espera novamente.

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