04 October, 2010

As letras estão ali, todas juntas, separadas por pequenos pontos invisíveis. Unidas por essa mesma distância. As letras agarradas na expressa hipótese de que não exista outra revolução. Uma ideia que se embaraça quando a luz está apagada, e aparece no escuro, no negro, no preto, no mal, na imigração,na falta de vistos de residência, no inimigo, no ladrão, na popozuda, no pobre, no burro, no incompetente, no trolha, no selvagem, no primitivo, no frágil, no rico, no podre, no hipócrita, no idiota, no espectacular, no simulado, no colorido, no pixel, no virtual, no imaginado, no livre uso, no partilhar, no emprestar, no devolver, no consumir, no ejacular, no que alugar, no cartão de crédito, no que ganhar, no vencer, no cobrar caro, no proibir, no punir, no vigiar, no prender, no piratear, no fugir, no escapar, no sobreviver, no mentir, no matar, no fingir, no negociar, no dissuadir, no comungar, no regressar, no permanecer, no círculo até que a luz se acenda.

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