29 January, 2012

Teletelas de Orwell e fanfarras de Sigur Rós para constranger o frio mal-falado de Lisboa. Telefones surdos à espera de mensagens em branco para assustar a falta do que falar. Bombons viajados e cigarros brancos para aumentar o tom da cor da dor. E cobras de pano e flores de sabonete para enfeitar seu corpo infeliz. Livros esparramados e casacos antigos para manter minha memória neutra. Um beijo para Júlia. Reclusa sem-opção. Santa por engano. Amante interrompida.

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